Quanto custa desenvolver um aplicativo? O guia honesto de preços
Por Equipe Vetor Studio

Resposta rápida
Desenvolver um aplicativo no Brasil custa entre R$ 40 mil e R$ 120 mil para um MVP com um fluxo principal, e entre R$ 150 mil e R$ 500 mil para um app completo com pagamento, chat e painel administrativo. O preço é definido pelo número de telas, integrações e regras de negócio — não pela plataforma escolhida.
Essa é a primeira pergunta de praticamente todo mundo que procura uma software house — e a resposta honesta é que depende. Mas “depende” sozinho não ajuda ninguém a planejar orçamento. Este texto traz as faixas reais praticadas no mercado brasileiro, o que empurra o preço para cima e como ler um orçamento sem cair em armadilha.
As faixas de preço, por complexidade
O mercado brasileiro trabalha, na prática, com quatro patamares:
| Tipo de app | Faixa de investimento | Prazo típico | O que inclui |
|---|---|---|---|
| Vitrine / conteúdo | R$ 15 mil – R$ 40 mil | 4 a 8 semanas | Telas de conteúdo, notificações, sem login complexo |
| MVP transacional | R$ 40 mil – R$ 120 mil | 8 a 16 semanas | Login, um fluxo principal, backend próprio, painel básico |
| App completo | R$ 150 mil – R$ 500 mil | 5 a 10 meses | Pagamento, chat, geolocalização, painel administrativo, integrações |
| Plataforma | R$ 500 mil+ | 10 meses+ | Múltiplos perfis, marketplace, antifraude, escala nacional |
Esses números incluem design, desenvolvimento, testes e publicação nas lojas. Não incluem custo recorrente de infraestrutura, que costuma ficar entre R$ 300 e R$ 5 mil por mês dependendo do volume.
O que realmente define o preço
Existe um mito de que o preço vem da quantidade de telas. Telas contam, mas o que pesa de verdade é outra coisa.
1. Integrações com sistemas de terceiros
Cada integração é um projeto pequeno dentro do projeto. Um gateway de pagamento bem documentado consome de uma a duas semanas. Um ERP legado sem documentação, com um contato que responde a cada três dias, pode consumir dois meses — e o risco não é seu fornecedor que controla.
2. Regras de negócio
Uma tela de cadastro é barata. Uma tela de cadastro que valida CPF na Receita, consulta score de crédito, aplica sete regras de aprovação diferentes conforme o estado e dispara três notificações distintas é cara. A complexidade mora atrás da interface.
3. Quantidade de perfis de usuário
Um app com um tipo de usuário é um app. Um app com cliente, prestador e administrador é praticamente três produtos que compartilham backend. Cada perfil traz suas telas, suas permissões e seus casos de teste.
4. Requisitos não-funcionais
Funcionar offline, suportar 50 mil usuários simultâneos, atender auditoria de segurança ou conformidade com a LGPD em dados sensíveis: cada um desses requisitos muda a arquitetura. Definidos no início, custam X. Adicionados depois de pronto, custam bem mais que X.
Onde dá para economizar (e onde não dá)
Dá para economizar cortando escopo. É a única alavanca realmente segura. A pergunta certa não é “quanto custa tudo isso”, e sim “qual é o menor conjunto de funcionalidades que já entrega valor e permite aprender com usuário real”. Quase todo escopo inicial tem 30% a 40% de funcionalidade que pode esperar a segunda versão.
Dá para economizar escolhendo multiplataforma. React Native e Flutter entregam iOS e Android a partir de uma base de código. Comparado a manter dois times nativos, a redução costuma ficar entre 30% e 40% do custo de desenvolvimento.
Dá para economizar usando serviços prontos para autenticação, notificação push, pagamento e envio de e-mail. Reconstruir esses blocos raramente se paga.
Não dá para economizar em testes. Bug em produção custa mais caro que o teste que o teria pego — em correção, em suporte e em avaliação ruim na loja.
Não dá para economizar em design. Refazer um fluxo mal desenhado depois de programado é o retrabalho mais caro e mais frequente de um projeto de software.
Não dá para economizar contratando por hora sem escopo fechado. É a estrutura que mais gera projeto que dobra de preço no meio.
Como avaliar um orçamento
Peça sempre que a proposta responda a estes sete pontos:
- O que exatamente está incluído, tela por tela, integração por integração.
- O que está explicitamente fora do escopo.
- Quem fica com o código-fonte e em nome de quem fica o repositório.
- O que acontece se o prazo estourar — quem absorve o custo.
- Qual é o período de garantia e o que ele cobre.
- Como funciona a solicitação de mudança de escopo e como ela é precificada.
- Quem são as pessoas que vão trabalhar no projeto e qual a senioridade delas.
Uma proposta que não responde a esses pontos não é barata — é incompleta. A diferença aparece no terceiro mês.
Um alerta sobre o orçamento muito abaixo dos outros
Quando uma proposta chega com metade do valor das demais, quase sempre há uma destas explicações: o escopo entendido foi menor que o real e vai virar aditivo; a equipe é júnior e o custo aparece em retrabalho; ou o fornecedor está com a agenda vazia e aceitou um projeto que não consegue sustentar. Vale perguntar diretamente qual das três é — um fornecedor sério responde.
O que fazer antes de pedir orçamento
Três coisas reduzem muito a variação entre propostas:
- Escreva o problema, não a solução. “Preciso reduzir o tempo de aprovação de pedido, que hoje leva dois dias” gera propostas melhores do que “preciso de um app com sete telas”.
- Liste os sistemas que precisam conversar com o app. Integrações são o maior fator de incerteza.
- Defina quem decide. Projeto com quatro decisores e nenhum responsável final atrasa por motivo que não é técnico.
Na Vetor Studio, o orçamento sai depois de uma reunião de escopo de cerca de uma hora — e vem com valor fechado, cronograma e critérios de aceite. Se quiser entender a ordem de grandeza do seu projeto, fale com a gente ou veja como funciona nosso desenvolvimento de aplicativos mobile.
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